terça-feira, 22 de outubro de 2013

Jornalismo online, os furos da internet

A preocupação em ser” on time” denigre a imagem dos sites de notícias


                                                                Alessandra Castro


     Dinâmico, econômico e em tempo real, o jornalismo online ganha seu espaço no mercado de comunicação. Com suas noticias curtas, com ajuda de imagens ou vídeos, os web jornalistas ilustram bem o que está acontecendo no momento. O jornal impresso repercute no dia seguinte com o maior número de detalhes possíveis. Mas, dependendo do horário, é a web que vai dar os furos jornalísticos. A interatividade e o dinamismo atraem muitos consumidores interessados na notícia rápida, com linguagem simples e muitas imagens.

        A correria pela informação, no entanto, pode dar barriga, erros na apuração de notícias. É o que explica a jornalista da Rede Bandeirante, Diana Moura: “O online permite uma atualização mais frequente de notícias, on time, mas dá brechas para mais erros de apuração justamente por essa gana de ser mais rápido.” Muitas vezes, a pressa pode atrapalhar e veicular um conteúdo errado.

     Além da vantagem e desvantagem do jornalismo “on time”, a web garante uma comodidade aos leitores. Eles ficam informados sem sair de casa e no momento em que quiserem e tem as principais notícias o tempo todo.

     E ainda não precisam de nada além de uma rede wifi. Não precisam assinar jornais ou revistas, nem mesmo canais na TV. Tudo está ali de graça e a disposição do consumidor.

     O jornal impresso tem algo que a internet vai levar anos para conquistar : tradição. O leitor assíduo não troca o charme, o detalhe, a notícia repercutida. A possibilidade de o repórter ir a campo, apurar e escrever sua reportagem é muito maior no jornal “de papel” do que no web jornalismo “on time”.  Isso garante uma qualidade inigualável ao conteúdo.  

     O web jornalismo consegue reunir uma grande gama de informações de edições anteriores. Até mesmo, um acervo como fez o jornal O Globo. Reuniu publicações antigas do jornal e disponibilizou online para todos os leitores interessados. Trouxe a tradição do jornal impresso para a dinâmica do online.
    O que parece ser hábito só de antigos surpreende, pois alguns jovens que não abrem mão de pegar o jornal. É o caso de Ana Paula Bissoli. A universitária de 21 anos lê os sites para se informar de um jeito rápido e fácil, mas não abre mão do jornal impresso e de revistas. Ela acredita captar melhor a informação, pois não se distrai na leitura, o que é mais comum na internet. Lê o site ou agência de notícias enquanto conversa com amigos ou interage em outros sites, acaba não captando muito bem o que lê. Ainda mais sendo textos curtos.
     
      O estudante de comunicação Raphael Favila não confia nos sites de notícias. Acha que a maioria das matérias do site G1 é feitas por estagiários que se preocupam em dar um furo e acabam errando. Thomas Milharez trabalha com webjornalismo no site Band Rio e acredita que o impresso perdeu espaço, ficou ultrapassado, já que todos já sabem o que vai ser manchete no dia seguinte.  Ele vê o “on time” como a melhor ferramenta. Atualizar é uma ferramenta interessante comercialmente, pois muitas vezes pode deixar o leitor esperando pelas novidades, atraindo mais acessos pro site. No entanto, nem todos se preocupam em atualizar os acontecimentos, deixando apenas com as informações iniciais. O tempo real leva vantagem desde que se preocupe em completar as notícias que postam. O impresso costuma ser bem completo, o virtual precisa ser também. “Existem os sites confiáveis e os de menor credibilidade. Cabe ao leitor ter o discernimento para perceber quais são os melhores.”







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