terça-feira, 22 de outubro de 2013

Cobrança por acesso online é tendência em jornais do mundo

Atualmente os jornais tem paywall, as famosas páginas pagas, na internet, igualando-se ao impresso e mostrando o futuro dos sites de notícia

                                                         Thaís Carvalho

     Cada vez mais tem aumentado o número dos jornais online que cobram pelos acessos. A questão é saber como cobrar pelo conteúdo disponibilizado na internet e até que ponto as pessoas vão continuar lendo se o mesmo for numa versão paywall.
A versão online do O Globo lançou no dia 16 de setembro o sistema de cobrança pelas matérias. Qualquer pessoa pode acessar, gratuitamente, 20 links de reportagens e no 20º acesso o site solicita o envio de alguns dados para cadastro. Depois disso o usuário ganha mais dez visitas, mas na 30º notícia o acesso é bloqueado e é enviado uma mensagem com opções de assinatura. No primeiro mês, a promoção disponibiliza a entrada pelo valor de R$1,90. Esse modelo é parecido com o que foi adotado pelos jornais Folha de São Paulo e Zero Hora.

     A estudante de publicidade Bruna Sousa, 21, diz que pagaria por uma noticia caso fosse algo de muito interesse. "Hoje em dia as pessoas compartilham tudo que gostam nas redes sociais. Isso poderia acontecer com alguma matéria que quisesse muito ler e não quisesse pagar”, comenta.


     O professor de comunicação da PUC-Rio, Sérgio Bonato, 55, afirmou que prefere muito mais ler notícias na internet do que no papel. “Gosto de buscar reportagens em jornais online por causa da interatividade e também do conteúdo que é mais aprofundado na internet do que no papel”, comenta. Em uma matéria impressa o jornalista tem um limite exato de linhas para escrever o que impossibilita um melhor aprimoramento do assunto em questão, diferentemente do online.

     No impresso é muito mais comum pagar para se ter o jornal, por mais que existam versões gratuitas, muitos preferem comprar os grandes jornais pelo preço que já estão acostumados. O online é mais prático, porém o impresso é mais tradicional.

     O sociólogo Pablo Nunes, 25, trabalha como analista de discurso mediático e frequentemente tem de ler reportagens online. “Pelo meu trabalho, eu pago para ler as notícias. Mas, se fosse somente para a minha informação, não pagaria”, afirmou. O sociólogo também acrescentou que a diversidade de mídias, até as independentes, faz com que pagar por uma matéria da internet seja desnecessário.




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