Como a Internet influencia nos
conhecimentos gerais da
população e a extinção do impresso em consequência
disso
Daniele Diniz
Quem nunca ouviu a frase “O jornal impresso
está com os dias contados?” Ou até mesmo “O papel está próximo do seu fim?”
Esses são questionamentos que dividem opiniões. Existem os que acham que a
Internet substituirá grandes jornais como O
Globo, a Folha de São Paulo. Há
os que acham que levará um tempo para o jornal ser extinto e os que afirmam que
as vendas cairão, mas nunca irá sair de circulação. Mas será que há uma
resposta certa para isso? Não podemos negar que o jornalismo está passando por
uma reestruturação. Com o mundo tecnológico em que vivemos hoje, a geração denominada
Millennials, pelos historiadores Neil Howe e William Strauss, consome muito
conhecimento a todo instante.
Os jovens que pertencem a esse grupo
nasceram entre 1980 a 2000. Já engajados em uma sociedade com um bombardeio de
notícias, eles aprenderam desde cedo que a informação é a palavra que
impulsiona as suas vidas. A tecnologia é a sua grande aliada. Eles estão sempre
querendo conhecer mais, saber mais sobre o que acontece. São pessoas agitadas e
ativas. Além disso, é uma geração mais comunicativa e presente nas redes
sociais. Os jornais, a TV e, principalmente a Internet são os veículos de comunicação
que mais os influenciam. É possível vermos a cada ano que passa o número de blogs e sites pessoais aumentando. São pessoas querendo expressar suas
ideias, vontades, desejos e suas maneiras de viver a vida. Por já nascerem no
mundo digital e sofrerem influência diariamente com esse meio, é um grande
fator que impulsiona os jornais impressos a se reformularem.
A correria do dia a dia faz com que uma
grande da população opte saber as notícias pela Internet. Seja pelo celular,
por tablets, por laptop. Isso acontece porque muitas pessoas levam tempo se
deslocando de casa para o trabalho. Assim, acham que o jornal impresso seria
desconfortável e desajeitado para ler nos ônibus e carros. Não podemos deixar
de observar que muitos jornais estão fechando. Tanto no nosso país como em
outros. Exemplo disso é o Jornal do
Brasil. Fundado em 1891, por Rodolfo de Souza Dantas e
Joaquim Nabuco, o periódico saiu de circulação em 2010. Apesar de ter sido um
grande e conceituado veículo de comunicação, a crise administrativa e
financeira fez com que o jornal se mantenha apenas na versão on-line. É assim
que o jornalismo acompanha os passos da sociedade: se reformulando e
reorganizando.
Um estudo feito em 2013 pela consultoria
americana Future Exploration Network,
mostra que os jornais impressos irão desaparecer daqui a 13 anos. Essa crise
teoricamente começaria nos Estados Unidos ainda em 2017 e terminaria na
Argentina em 2039. Para os pesquisadores, dentro desse tempo não haverá mais a Folha de São Paulo, O Globo e o Estadão. Na
Internet isso não irá acontecer. Não temos como nos
desvincular da era tecnológica. A tecnologia afetou os paradigmas jornalísticos
e continuará afetando. Só devemos saber filtrar as informações para não
acreditarmos em tudo o que é publicado. O digital hoje está inserido a todo instante na vida de grande parte da
população. Mas o final dessa história só saberemos com o tempo.
Redes sociais
como escolha de jovens
Para muitos, a leitura das notícias pela
Internet é mais prática. Hoje em dia, as redes sociais dão muito espaço aos
sites de jornais. Em pouco tempo, os acessos as páginas dos principais
tabloides brasileiros dispararam de acordo com dados do Ibope Netview. Os usuários podem seguir várias páginas de jornais e
assim se mantêm informados a todo instante.
Uma pesquisa feita pelo Datafolha no ano
passado, sobre os costumes de informação na internet mostra que 46% da
população paulista que possuem conta na rede social, dois terços compartilham
conteúdos. Isso é equivalente a 3 de cada 10 habitantes da cidade. O número é
grande e por isso deve ser tomada uma cautela. Até que ponto as notícias
publicadas são realmente verídicas? Um dos fatores que fazem muitos leitores do
impresso continuarem fiéis a sua leitura é a credibilidade do jornal. Com notícias
dadas a todo instante, na Internet nem sempre a checagem é feita. Há também
aqueles que aumentam os fatos e desvirtuam o acontecimento para outro caminho. Quando
há grandes acontecimentos, essas postagens triplicam e isso faz com que atinja
muitos leitores ao mesmo tempo.
Sem dúvida, a maioria das pessoas prefere
ler os acontecimentos em sites que confiam, que passam credibilidade. Mas todo cuidado
é pouco. O que pode ser uma pequena nota vira uma grande repercussão nas redes.
A Internet veio para ajudar em muitos fatores, mas não deixa de ter os seus
pontos negativos. Por isso devemos sempre verificar informações que passamos
para outras pessoas.
Visões sobre o Impresso
Para a jornalista Luana Monteiro, 24 anos,
moradora da Freguesia o jornal impresso ainda é preferência de muitos. Isso não
significa que o papel não passará por diversas crises, além das que passa.
Para a jornalista Natália Albuquerque, 23 anos,
moradora da Barra da Tijuca, a maior parte dos jornais está produzindo cada vez
mais detalhadamente e próximo ao público no mundo da web.
Para o economista Rubens Vilarinho, 53 anos,
morador de Santa Rosa, a leitura do jornal em papel é incômoda. É necessário
folhear as páginas que sujam as mãos de tinta, há dificuldade no manuseio, as
notícias são lidas somente no dia seguinte e o caderno de classificados
demasiadamente extenso.
Para o aposentado Alexandre Valladão, 54 anos,
morador de Santa Rosa, o jornal impresso não será extinto por um bom tempo
ainda, porque sempre terá uma boa parcela de leitores que tenham preferência
pelo papel e há um bom número de assinantes.
Para a vendedora Jéssica Rangel, 26 anos,
moradora de São Gonçalo, é muito mais prático você acessar tudo ao mesmo tempo
no celular, como seus e-mails, bate-papos, redes sociais, inclusive o jornal.
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