quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Novas formas de mídias atraem os jovens


Blogs e sites despertam interesses das empresas jornalísticas

 Mariana Sales

Empresas de comunicação criam novas plataformas para chamar atenção dos jovens. E-readers, tablets e smartphones são as ferramentas para complementar o papel. O Jornal O Globo desenvolveu O Globo a Mais, uma revista projetada para leitura digital. Além disso, a internet facilitou o fim do jornal impresso como surgimento dos blogs e fóruns. Para editora de esportes do Jornal Metro, Patrícia Trindade, a versão digital no celular concorre com Whatsapp, Facebook, aplicativos, jogos, música, vídeos.
– É fácil os leitores desistirem da leitura do jornal impresso – conta Patrícia.
Segundo o estudo da Future Exploration Network, o fim do jornal impresso no Brasil é em 2027. De acordo a editora de esportes, o desafio do impresso é tornar o produto no papel tão atraente quanto no formato do digital. Patrícia explica que o jornal impresso precisa prender a atenção do público. Mas, segundo ela, a tecnologia mudou o perfil do leitor e o jornal precisa adaptar a isso. Para o jornal não acabar, Patrícia acredita que o formato será modificado.
– Vão ser publicações mais analíticas e opinativas. Acho que o impresso vai ser o lugar da leitura com fôlego, com textos maiores. Mas a diagramação deve se aproximar muito de um texto que se lê no celular, por exemplo, para se tornar mais atraente, principalmente para as novas gerações – afirma a editora de esportes do Metro.
Para o jornalista da Eletrobras Ivson Alves, os repórteres precisam se adaptar a nova demanda, como a interatividade com o público e o tempo real. Alves acredita que os jornais não têm jornalistas qualificados em número suficiente para realizar a transição do papel para o digital. O jornalista afirma que a crise do papel está relacionada com os novos modos de trabalho e de pensar.
De acordo com a Pesquisa Brasileira de Mídia, encomendada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) ao Ibope, 53% da população consultada em todo o país disse confiar sempre ou muitas vezes nas notícias veiculadas nos impressos. Para a estudante Julia Nogueira, de 15 anos, o jornal impresso é mais confiável do que os sites. Julia conta que ler jornal em papel por influências dos pais.
Leio jornal impresso porque parece que eu estou adquirindo informação segura. Acho que na internet as notícias são mais soltas para ler.
 Patrícia Trindade explica que é preciso melhorar os produtos oferecidos pelos impressos. Segundo ela, é fundamental saber qual é o público alvo e quem é o leitor. Patrícia cita o exemplo do Metro, que é um jornal gratuito que tem a proposta de preparar o leitor para o dia. Além disso, informam o mínimo necessário e dá as ferramentas para esse leitor se virar no dia.

Credibilidade na Internet

A Internet “enche” os usuários de informação com quantidade enorme e expressiva. Entretanto, especialistas e leitores criticam como as notícias são utilizadas. Como as notícias são instantâneas, as pessoas devem ter um senso crítico para saber que, às vezes, o conteúdo pode ser falso. Os blogs abrem o espaço para novos “jornalistas”. Especialistas e usuários questionam se qualquer que pode escrever em um blog, pode ser jornalista.
 Os próprios sites de jornais impressos não transmitem a confiabilidade. Os repórteres postam a notícia antes de checar as informações. Para isso, é preciso confiar nas fontes corretas. Não basta acreditar em qualquer pessoa.
Outras questões para a falta de credibilidade nos jornais digitais são as fontes que os repórteres procuram informações. Por ter notícias falsas, os jornalistas buscam na Internet os assuntos para realizarem a matéria. É necessário checar antes se o site é confiável. Além disso, pesquisar em jornais antigos, livros e especialistas contribuem que a matéria seja mais confiável.








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