Blogs e sites despertam interesses das empresas
jornalísticas
Mariana Sales
Empresas de comunicação criam novas
plataformas para chamar atenção dos jovens. E-readers, tablets e smartphones são
as ferramentas para complementar o papel. O Jornal O Globo desenvolveu O Globo
a Mais, uma revista projetada para leitura digital. Além disso, a internet
facilitou o fim do jornal impresso como surgimento dos blogs e fóruns. Para editora de esportes do Jornal Metro, Patrícia Trindade, a versão
digital no celular concorre com Whatsapp, Facebook, aplicativos, jogos, música,
vídeos.
– É fácil os leitores desistirem da leitura do
jornal impresso – conta Patrícia.
Segundo o estudo da Future Exploration
Network, o fim do jornal impresso no Brasil é em 2027. De acordo a editora de esportes, o desafio do impresso é
tornar o produto no papel tão atraente quanto no formato do digital. Patrícia
explica que o jornal impresso precisa prender a atenção do público. Mas,
segundo ela, a tecnologia mudou o perfil do leitor e o jornal precisa adaptar a
isso. Para o jornal não acabar, Patrícia acredita que o formato será
modificado.
– Vão ser publicações mais analíticas e
opinativas. Acho que o impresso vai ser o lugar da leitura com fôlego, com
textos maiores. Mas a diagramação deve se aproximar muito de um texto que se lê
no celular, por exemplo, para se tornar mais atraente, principalmente para as
novas gerações – afirma a editora de esportes do Metro.
Para o jornalista da Eletrobras Ivson Alves, os
repórteres precisam se adaptar a nova demanda, como a interatividade com o
público e o tempo real. Alves acredita que os jornais não têm jornalistas
qualificados em número suficiente para realizar a transição do papel para o
digital. O jornalista afirma que a crise do papel está relacionada com os novos
modos de trabalho e de pensar.
De acordo com a Pesquisa Brasileira de Mídia,
encomendada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
(Secom) ao Ibope, 53% da população consultada em todo o país disse confiar
sempre ou muitas vezes nas notícias veiculadas nos impressos. Para a estudante
Julia Nogueira, de 15 anos, o jornal impresso é mais confiável do que os sites.
Julia conta que ler jornal em papel por influências dos pais.
– Leio jornal impresso porque parece que eu estou adquirindo
informação segura. Acho que na internet as notícias são mais soltas para ler.
Patrícia
Trindade explica que é preciso melhorar os produtos oferecidos pelos impressos.
Segundo ela, é fundamental saber qual é o público alvo e quem é o leitor. Patrícia
cita o exemplo do Metro, que é um jornal gratuito que tem a proposta de
preparar o leitor para o dia. Além disso, informam o mínimo necessário e dá as
ferramentas para esse leitor se virar no dia.
Credibilidade na Internet
A Internet “enche” os usuários de informação com
quantidade enorme e expressiva. Entretanto, especialistas e leitores criticam
como as notícias são utilizadas. Como as notícias são instantâneas, as pessoas
devem ter um senso crítico para saber que, às vezes, o conteúdo pode ser falso.
Os blogs abrem o espaço para novos “jornalistas”. Especialistas e usuários
questionam se qualquer que pode escrever em um blog, pode ser jornalista.
Os
próprios sites de jornais impressos não transmitem a confiabilidade. Os repórteres
postam a notícia antes de checar as informações. Para isso, é preciso confiar
nas fontes corretas. Não basta acreditar em qualquer pessoa.
Outras questões para a falta de credibilidade
nos jornais digitais são as fontes que os repórteres procuram informações. Por
ter notícias falsas, os jornalistas buscam na Internet os assuntos para
realizarem a matéria. É necessário checar antes se o site é confiável. Além
disso, pesquisar em jornais antigos, livros e especialistas contribuem que a
matéria seja mais confiável.
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